POETA, ESCREVE UM POEMA!

Ógui Lourenço Mauri

 

Vai, poeta!... Escreve teu poema a sós!

Na mente, deixa fluir a inspiração.

Teus olhos são a antena do coração

A irradiar a magia pela voz.

 

Poeta, desde teu veio inesgotável,

Faz aflorar, mágicos, teus versos líricos.

Não permitas que julgamentos empíricos

Retirem da poesia o admirável.

 

Poeta, faz este poema à medida

Que a inspiração se manifeste no peito,

Quando sentires que não há outro jeito

De se guardar uma paixão recolhida.

 

Poeta, solta o que está no coração;

Usa, abusa de múltiplas fantasias.

Faz tuas rimas a entoar melodias

E a falar de amor com sublime emoção.

 

Teus olhos captam e teu coração sente.

Poeta, escreve um poema, sem demora.

Que tais versos saiam, enfim, para fora,

Mesmo que sejam só pra ti, de presente!

 

Catanduva (SP), 25/09/2013.

Ógui Lourenço Mauri

 

 

 

 

 

FICOU ESCRITO...

Ógui Lourenço Mauri

 

Ficou escrito para sempre, eu sei!

O amor de verdade se perpetua...

Jamais esquecerei a imagem tua;

Das gratas lembranças, não abdiquei.

 

Mantém-se cravada em meu coração

Uma fase linda de minha vida.

Se a felicidade se fez perdida,

Permanece o passado de emoção.

 

Ficou escrito no fundo do peito

Completo enredo de uma bela história.

Atos no palco de minha memória,

Com "script" lindo, quase perfeito.

 

Não ganhou a perfeição por um triz.

Teve começo, teve meio e fim.

Só não chegou aos píncaros, pra mim,

Pela falta atroz de um final feliz.

 

Pelo castigo, alguma coisa devo,

Mas algo me ameniza a punição.

Eis que, na escrita de meu coração,

Teu nome aparece em alto relevo.

 

Ógui Lourenço Mauri

Catanduva (SP), 06 de abril de 2013.

 

 

 

 

 

CHEGANDO PELO SUL...

Ógui Lourenço Mauri (*)

 

Você planejou tudo ao anoitecer

E, ainda sem dispor do clarão da lua,

Esperou-me maliciosa, quase nua;

No relento, sem que eu pudesse prever.

 

A maneira como apareci, porém,

Não deixou de ser, pra você, surpreendente.

Eis que, ao evitar encontrá-la de frente,

Eu logrei pregar-lhe uma peça também.

 

Pouco somou seu provocante sorriso,

Aguardando-me desde os rumos do norte,

Pois eu vim do sul e a emoção foi mais forte;

Vê-la assim, de costas... perdi o juízo...

 

Fui às nuvens e não sabia onde estava

Quando, de perto e pela primeira vez,

Vi seus cabelos a ornar sua nudez,

Trança única que à área glútea chegava.

 

Catanduva (SP), 13/11/2003.

Ógui Lourenço Mauri (*)

 

(*) No lançamento do poema, o autor usava

o pseudônimo de "Lorenzo Yucatán".

 

 

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Publicado em 23/10/2013