Fábio Gribel

 

Ar cipreste

Rompe brisa no agreste,

Essência espraia em raios indiscretos,

Lume intruso,difuso,

Que a mata adentra,

Que a mata argenta.

O astro poeta,oferta,

Um madrigal para a madrugada,

Disseminando prata,

Brilhos,

Nos alvos lírios,

Na rama orvalhada.

Sarça embalsamada por um manto em furtiva cor.

Santuário de amor.

Enluarada,

Na pele acetinada,

Coxas cetim,

Seios metal,

Sorrisos fagulha,

Cabelos em cascata,

Soltos em prata,

Açoitam as faces

Na volúpia dos enlaces.

Pirilampos,tantos,

Cintilam o silêncio,

Salpicando ouro no compasso,

Sinfonia sem nota musical

Ritmando a dança frenética,

Ventral.

Delírios ao brilho laceram a madrugada,

Ecoam,

Despertando em prata dourada,

Raios do alvorecer,

Enquanto,encantos,

Banham,plasmam

Desnudados corpos,

Expostos,

Desprovidos de qualquer pudor,

Em estátuas postos,

Perpetuando em prata

A paixão do amor.

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Publicado em 06/11/2010