Serenamente agora tudo eu vejo,

Neste momento em que tudo é findo.

Tu não estás em nada do que almejo,

És só um barco lentamente indo.

 

E vais sumindo com tuas maldades

Por densas brumas onde eu não estarei.

A tua partida é minha liberdade,

Passou o tempo e só agora eu sei.

 

Nada restou daquela criatura,

A luz que eu via foi minha criação,

Foi qual um sonho que só eu sonhei.

 

E hoje eu rio da caricatura,

Rio de mim e rio da ilusão,

De quem tu eras e do que eu inventei.

 

 

 

 

Descalvado-SP

24.09.06

Livro "Ecos Da Alma"

 

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