À ESPERA DA FELICIDADE

 

Lêda Helena

 

 

Saudade é sentir

a presença do ausente,

é chorar sem querer,

vagar e sofrer,

divagar e relembrar alegrias dos

momentos felizes que serão eternos.

 

É querer que o tempo retroceda

buscando

no emaranhado dos sonhos,

a presença constante, a

alegria dominante

dos momentos de querer bem,

do querer mais e de amar!

 

Na solidão reinante,

procurar o

estímulo para continuar a esperar.

Esperar que os sonhos

se tornem realidade,

que a ausência se torne

presença constante,

que a ternura perdure e

que o amor floresça!

Floresça na esperança

do porvir,

na espera do amanhã,

na existência dos sentimentos,

na alegria dos encontros,

na ventura do sorrir e

na plenitude de

ser feliz!

 

Feliz,

retomar o caminho perdido,

o espaço percorrido,

o sonho amanhecido,

a esperança revivida,

o carinho reencontrado e

o amor renascido!

 

Renascido na esperança,

na busca da felicidade,

na aurora da maturidade e

no encontro

de duas almas perdidas.

 

(Almas se encontrando,

ternura jorrando,

mãos se dando,

corações se unindo,

bocas se beijando e

as emoções transbordando).

 

E ver, na espera sofrida,

das noites mal dormidas,

dos sonhos inacabados,

a vida recomeçar.

 

Recomeçar aos poucos

com a tranqüilidade

de quem sabe esperar,

de quem sofreu

para aprender e

cresceu para renascer.

 

E, de peito aberto,

de encontro ao mundo,

conhecer a vitória e

a certeza de encontrar

um novo Amor!

 

Amor Amigo,

Amor Amante,

Amor Prazer,

Amor Paixão,

Amor Realização,

Amor Futuro

e, acima de tudo,

Amor Felicidade

Símbolo da Vida e

da Eternidade!

 

 

 

 

 

 

RECOMEÇAR

 

Leda Helena

 

                  

Se eu pudesse retroceder no tempo e tivesse a maturidade de hoje, talvez  fizesse algumas coisas diferentes.

Ah! Sim! Se me fosse permitido viver duas vezes a mesma idade, com certeza faria tudo indubitavelmente diferente!

Amaria mais do que pensei amar;

Choraria menos que teimei chorar;

Sofreria só o inevitável;

Correria atrás dos sonhos não realizados e tão buscados;

Viveria com maior intensidade os momentos fugazes de felicidade

E não deixaria passar as oportunidades que são poucas, separadas por uma tênue linha divisória entre o real possível e o impossível plausível.

Arriscaria no jogo da vida a minha última cartada, mesmo que fosse um blefe.

Me livraria das amarras que foram uma constante em minha vida e me deixaram cicatrizes profundas.

Viveria mais o meu momento, o meu eu interior,o para mim, por mim,pois só assim me amaria mais e estaria apta a não cometer os mesmos erros,

a ter mais discernimento no amor dado, doado, permitido e dividido entre meus entes mais queridos.

Porém,foi só errando, tentando e aprendendo, que hoje sou capaz de voltar no tempo e analisar comportamentos.

 

Se me senti aprisionada, se fui magoada, machucada, aviltada, agredida, foi porque o permiti.

E as permissões fazem parte do nosso livre arbítrio. Dependem tão somente de nossa firmeza nas atitudes e de nossa permissividade total ou parcial.

Resta agora a certeza de não incorrer nos mesmos erros, mudar atitudes, ressaltar virtudes,valorizar mudanças e alcançar objetivos tão adormecidos e esquecidos.

Com valorização total na auto estima elevada, no alto astral, no sorriso, na alegria,na garra e na luta, ainda terei o tempo necessário para alcançar a tão sonhada felicidade total, despida dos sentimentos imaturos e irreais de que a vida não pode recomeçar aos 50 anos de idade!

 

 

 

 

 

         

 

 

 

 

 

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Publicado em 06/06/2010