Olhou...

Como sempre olhara:

O vazio

À distância...

Ouvia

Na calidez tamanha

E fazia festa por dentro

No meio do seu silencio.

Ela batia na vidraça

Com sua graça

Nos seus pingos

Que molhava aquele olhar

Do menino que não conseguia deixar de mirar.

Ele queria estender a mão

Ensaiava no pensamento

Tinha medo por dentro...

Vai, menino,

Insista!

Agarre esses pingos

Que querem brincar contigo.

Quem sabe

Pode ser que estenda sua mão

Talvez não...

Ela espera:

Calmamente

Enquanto escorre

E molha a terra

Que agradece

Tal qual ele

Com seu olhar carregado de silencio.

16/11/2014

 

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