MEUS PASSOS...

 

Dos muitos passos que dei...

Tantas andanças... Tantas alegrias e dores...

Tantos falsos amores que para longe atirei...

Nem sei se eles me amaram...

Acho que nunca os amei também!

Fui sendo levada pela vida...

Num redemoinho... Num louco vai e vem!

Caminhei tanto... Tantas vezes caí

E aos pedaços... Levantei!

Caminhante do mundo... Fui andando...

Passos velozes ou lentos...

Nunca num cais parei...

E nem fui de ninguém!

Talvez...  Seja a minha sina cigana,

Conduzindo meus passos sempre mais além!

Sempre partindo, sempre me despedindo de alguém!

Mirando estrelas luzindo... O céu querendo chorar,

Deixando amigos queridos num porto,

Encontrando outros em um novo lugar.

Solitária... Sigo em frente...

Nem dona de mim posso ser...

Pois que não posso evitar o amor ou o querer...

Vou indo me atirando em facas sem perceber...

O perigo terrível em que estou a me meter!

Enfim... Assim vou seguindo...

Cumprindo meu incerto destino...

Afastando-me...

Tropeçando em meus próprios passos...

Sem arrimo... Sem compasso...

Somente a estrada e mais

Incontáveis e intermináveis passos!

Sabendo que para a morte...

Será apenas e tão-somente...

Mais um passo!

 

Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2009

Código do texto: T1909193

 

 

 

 

 

MEU SONHO...

 

Meu sonho é como um gigante...

É um sonho... E todo

Sonho é grande...

Vai além do céu,

Além da vida ... da morte...

Da prisão do corpo...

Então amo sem medo,

Sem ter que

dar explicações...

Nele tudo posso...

Corro ao teu encontro...

Vôo como uma ave,

Molho-te como a chuva

E morro em tua boca

Bendizendo a morte...

 

 

 

 

HOMEM DA MINHA VIDA

 

Ah, noite que abala, descontrola,

Alucina meus nervos e coração...

Que põe fogo em meu corpo inteiro,

Saudade imensa derramada na canção...

 

Diz onde, diz como, diz por que?

Por que amo tanto o teu ser?

Esse amadeirado perfume de amor,

Essa carícia desvairada no amanhecer...

 

Ah... homem da minha vida,

Misto de deus, bruxo, duende e louco...

Que faz amor como se colhesse flores,

Levando-me ao paraíso pouco a pouco ...

 

Nesta noite, me entrego mais uma vez,

Sem pensar, ao teu canto, teus recantos,

Sorvo em teus lábios, mel, prazer, vida...

Vou escorregando desvairada no teu encanto...

 

Transpassa meu peito com tua energia,

Que todas as luzes brilhem em meu olhar...

Colha em meus braços toda razão de viver!

Desnuda tua existência, vem me amar!

 

22.01.2004

 

 

 

 

SENTIR SAUDADE

 

Sentir Saudade...é recriar a vida...

É ter belas histórias para contar.

Retomar a linda estrada perdida...

Decifrar os doces mistérios do mar.

 

Sentir saudade...é revivier o belo...

Aspirar o mais delicioso perfume,

Reascender no peito o íntimo anelo,

Ter no coração esplendoroso lume.

 

Sentir saudade...é ouvir a voz amiga,

Voejar além do tempo e do espaço...

Cantalorando uma agradável cantiga,

Pressentir aquele caloroso abaraço...

 

Sentir saudade...é restabelecer o amor

Em toda a sua meiguice e grandeza...

Desprezar o ódio...e todo o rancor...

Perceber do afeto...toda a nobreza.

 

Sentir saudade...é te amar sempre...

Nos momentos que estás ausente.

Na distância...no desejo fremente...

E muito mais, quando estás presente!

 

Sentir saudade...é chorar simplesmente...

Escutando uma canção bela e comovente,

Esperar-te emocionada...e impaciente...

É sorrir, quando te vejo em minha frente!...

 

27.12.2010

 

Publicado no Recanto das Letras em 28/12/2010

Código do Texto: T2696852

 

 

 

 

VOLTEI MEU CIGANO!

 

Há quantas eras nos queremos minha vida?

Voltei meu cigano, sou teimosa, voltei!...

Uma cigana nunca desiste, ama e insisti.

Você é meu, eu sei, eu sei, sempre o amei!

 

Na boca trago o beijo da saudade milenar.

Venho disposta a enlouquecer, quero amar!

Na minha dança frenética, quero prender

Seu corpo, beber seu licor, até o sol raiar!

 

Que essa fogueira seja eterna, luzindo,

Refletindo todo o desejo que nos queima.

A festa é nossa, o resto? – Pouco importa.

Sou sua cigana aquela... doce e pequena...

 

O tempo passou, mas seus olhos são

Os mesmos, a paixão ainda está neles.

Tudo é tão mágico, insólito, tão quente...

Fascinada me vejo em seus olhos verdes.

 

Vai cigano, confessa, agora será para sempre.

Chega de adiar, negar o que o coração sente.

Pagamos o pecado, solidão de todas as vidas.

Sina cumprida, nova existência, alegria presente!

 

Viva nos dois, viva o amor, o Criador!

O céu que nos assiste, a estrela guia!

Essa música que nos envolve e inebria!

Viva a nossa redenção, vida minha!...

 

02.12.2004

 

 

 

 

 

¡REGRESÉ MIGITANO!

 

Versión en Español:

David Yauri

 

¿Hace cuantas eras nos queremos mi vida?

¡Regresé mi gitano, soy obstinada, regresé!...

Una gitana nunca desiste, ama e insiste.

¡Eres mío, lo sé, lo sé, siempre te amé!

 

En la boca trago el beso de la nostalgia milenar.

¡Vengo dispuesta a enloquecer, quiero amar!

En mi baile frenético, quiero prender

¡Tu cuerpo, beber tu licor, hasta el sol rayar!

 

Que esa hoguera sea eterna, luciendo,

Reflejando todo el deseo que nos quema.

La fiesta es nuestra, ¿el resto? – Poco importa.

Soy tu gitana aquella... pequeña y dulce morena...

 

El tiempo pasó, mas tus ojos son

Los mismos, En ellos mi pasión aún está condenada.

Todo es tan mágico, insólito, tan caliente...

En tus ojos verdes me veo fascinada.

 

Ve gitano, confiesa, ahora será para siempre.

Basta de evadir, negar lo que el corazón siente.

Pagamos el pecado, soledad de todas las vidas.

¡Campanada larga, nueva existencia, alegría presente!

 

¡Viva nosotros, viva el amor, el Creador!

¡El cielo que nos ve, la estrella guía!

¡Esa música que nos envuelve y embriaga!

¡Viva nuestra redención, vida mía!...

 

02.12.2004

 

 

 

 

 

AMOR DA MINHA VIDA

 

Amor... Ele é o amor da minha vida...

Sim... Ele é o meu amor... Senhor!

Mas só temos em nós... O amor...

Léguas de distância... E muita dor...

 

Grita nossa essência... Nossa existência.

Todo o flagelo do mundo... Nos atinge...

Um tempo sem esperança nos espreita...

O horizonte de vermelho sangue... Se tinge.

 

Por que essa sina... Assassina?...

Por que o querer... E não poder?...

Se são seus lábios... Meu alimento?

Sua presença... Minha vontade de viver?

 

Ele é o meu amor... Minha metade viva...

É minha fonte... Minha água bendita...

A sede louca... A fome que não sacio...

O meu luar, minha poesia mais  bonita...

 

Calo na boca... Seu nome tão amado...

O desespero... De tê-lo no peito trancafiado.

Sonhando com um encontro... Que não chega,

E ele... Ele sonha acordado... Desesperado!

 

É a mim que ele ama... Sou eu... O seu amor!

Sou a musa das suas poesias... Sua rima...

Sou aquela... Que o faz sorrir de verdade...

Ele é minha melhor poesia... Minha obra-prima!

 

Quem nunca amou tanto... Como nós dois?

Quem nunca amou sem querer e por querer?

Só quem amou... Com tanta intensidade...

Poderá esse vulcão de desejos... Entender...

 

Ele sou eu... Eu sou ele... Suas células...

Seu anoitecer... Seu despertar... Seu dia...

Ele é meu riso... Meu sonho desesperado...

Minhas longas madrugadas... De agonia...

 

Ele é o meu pecado... Meu terno menino...

Meu fruto maduro... Doce... E proibido..

Somos os dois.. Um só coração e alma...

Viver separados... É o nosso maior castigo!

 

30.01.2007

 

 

 

 

 

 

         

 

 

 

 

 

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Publicado em  27/05/2011