É tarde, muito tarde!

 

Frio na rua,

 

lua encoberta,

 

voos rasantes nas quimeras do olhar

 

tangem o fascínio ao voo abstrato,

 

onde se funde o meu olhar ao olhar intangível.

 

Quem me dera...

 

varrer do pensamento os sonhos inocentes

 

suspensos no silêncio.

 

O amor que serviu de inspiração, como a arte da vida,

 

esconde nos labirintos as luzes viva dos desejos,

 

emerge a geometria

 

da beleza no mirar repleto de mistérios.

 

Viajo no tempo que tristemente escorre nas mãos,

 

atravessa imensa vereda, refugia-se numa luz

 

para fitar a romântica trajetória da vida.

No cair da tarde-noite, acordar do sono breve

 

a musa com pétalas de rosas vermelhas flutuando

 

na brisa alada do vento.

 

Quanto nos unimos, reunimos todos os sentimentos

 

impregnados de uma magia que toca fundo o coração,

 

devorando devaneios rumo ao mais feliz dos amores,

 

incrível força anima o nosso corpo,

 

faz da vida uma sinfonia de vozes, cores,

 

velados sussurros amorosos.

 

 

 

         

 

 

 

 

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Publicado em 21/08/2010