Por que te mostras tão minha,

sem as amarras fixadas ao chão?

Acredito que somos almas gêmeas

perfeitamente iguais.

Divergentes apenas na solidão do sentir

porque nada sou se não ouço tua voz.

Corpos, voluptuosidades embriagantes

manto de sonhos, pedaços desnudos,

peles de veludo em mãos sedentas de carinhos.

No amanhecer, as marcas do momento da entrega

seduzidos pela mágica do encanto

que canta a mais harmônica das canções.

E cada canto abre clareiras nos raios de sol,

excita nossos olhos que dançam a leveza do vento

que urdi a libido em multiformes alegorias.

Quero-a, sim,

na medida exata de cada emoção

que se completa na união de nossos polos

no palco dos corações apaixonados.

A saudade se fez presente,

para reviver o que ficou ausente.

Ah, ilusão do eterno amor…

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

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Publicado em  15/10/2011