SAGA

 

 

                              Paulo Silveira de Ávila

 

O horizonte se estende

numa lassidão de fim de tarde

pressentindo o aconchego do pôr-do-sol

em lampejos místicos

entre a palavra e o coração.

Na curva suave de seu abraço

lembranças fluidas transcendem

meu olhar que caminha até o último raio de luz,

examina espaços, espreita momentos

traduzindo mistérios, sons e movimentos

ao encontro da noite que chega lentamente.

A vida passa, faço um jogo sem disfarces

em alguns acertos gerados ao acaso

marcando ainda aquele abraço.

No corre-corre estelar de um para outro céu,

uma carta salta do baralho imaginário

e canta, saudade, saudade...

até quando?

Saga que passa pelo meridiano desconhecido

do coração como um grito curva-se sobre este poema

e segue...

 

 

 

 

Publicado no Recanto das Letras

Código do texto: T1856698

 

 

 

VOLTAR          HOME

 

Para enviar esta página, clique aqui

 

 

 

 

Website, Designs & Graphics by Rose Mori

Copyright © 2009 - Todos os direitos reservados

Publicado em 17/10/2009