Estava escrito numa história triste:

"- Tudo termina quando morre o dia...

O crepúsculo desenha o fim

de tudo..."

 

Que o amor existe, eu nunca duvidei,

mas eu confesso que jamais pensei:

pudesse ser tão lindo! Ser tão forte!

 

Como as rochas de uma encosta...

Como o vento ou tempestade...

Como o gélido aperto de mão,

que causa felicidade.

Como esse conluio antigo

que existe entre o céu e o mar...

Tudo se iguala ao verbo amar!

 

As diferenças se envolvem,

perdem a importância, morrem...

na intensidade do olhar.

 

A tal imortalidade,

meta que o homem cultiva,

torna-se barco à deriva,

sem razão e sem sentido,

frente ao amor verdadeiro.

 

Este sim é imortal!

Rompe barreiras, tornados,

rompe a dor, o sofrimento...

Os sonhos acorrentados,

libertam-se prontamente

quando abrigam dois amantes.

E nessa história de amor,

serão imortalizados.

 

 

 

 

A mão que abriga a cicatriz

em forma de lua,

acena serenamente para a alma nua,

quando resgata o torpor...

Quando vê voltar a dor

que a ausência não apagou.

 

O tempo se sobrepõe ao tempo.

E o minuto que se viveu algum dia,

torna-se um buraco negro no peito,

uma névoa espessa, que se deseja rasgar,

na remota lembrança

de quando se perdeu tudo.

 

Ferida que só se pode curar,

Perdendo-se mais... muito mais!

 

Encarando a sorte

sem medo da morte,

no voo ousado e insano...

em troca de alguns segundos,

da voz que empresta vida!

 

Iludida...

a lua nova no céu

vai abandonando o ciclo...

Deixando rastro de histórias,

outras histórias de amor.

 

Mas uma heroína persiste,

pois quem ama é corajoso!

Caminha irrefutável,

no encalço do amado sonho,

bisonho sim,

porém...

imensurável!

 

 

 

 

 

Momentos existem em que o ser,

humano ou não,

fecha-se no eclipse de si mesmo,

provocado pelo ciúme doentio,

pela perda inconformada,

pelo insaciável desejo

de vingança!

 

E faz alianças...

mais constantemente com o mal,

que espalha à revelia,

sobre seres que amaria,

se não houvesse a dor...

 

Mas se existem os que se fecham,

também existem os que se unem,

que se dão as mãos e enfrentam,

o medo...

a insegurança...

o gélido assombro...

o desconhecido.

 

Porque para eles,

só assim a vida tem sentido!

 

E se a morte os espreita,

não é sábia o bastante

para fazê-los se acovardarem...

para deixar de se amarem.

 

Nada é mais sábio que o amor!

Nem mesmo a morte...

 

 

 

 

 

Na história que foi triste

mas teve final feliz,

eu li:

"- Não tenha medo...

Nós pertencemos um ao outro.

E a resposta murmurada, foi:

- Para sempre..."

 

Para sempre nunca é muito,

quando se trata do amor!

Só o amor emana, ao mesmo tempo,

fé, confiança, esperança, certezas, eternidade...

verdade!

 

Ele é o próprio Criador!

Que se expressa em cada um

de diferentes maneiras,

sem repúdio aos defeitos e conceitos,

sem discriminação.

Bate à porta e a quem atende,

abraça e entra,

no coração.

 

É mágica a trajetória do amor!

A cada novo amanhecer,

anjos cantam...

O amanhecer dos seres que se amam,

é uma grande festa no céu e na terra.

O motivo é sempre o mesmo: ser.

Ser nova aurora, nova esperança,

ser pureza, natureza, ser grandeza...

Ser amor!

 O eterno recomeço do que não tem fim...

 

 

 

Santos, 19/01/2010

 

 

 

         

 

 

 

 

 

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Publicado em  06/04/2011