UM AMOR AMIGO...

 

Resolvi de uma vez por todas

desarraigar da minha mente

o que tem  feito perder

momentos preciosos;

de agora em diante

vou viver o amor intensamente.

 

As soturnas reminiscências

além de destroçar  sem piedade a alma,

infringe maus-tratos

quando conduzem-me por sendas

que não foram e nunca serão minhas...

 

Além do mais, os meus olhos

não foram feitos para ser reservatório de lágrimas

e sim para enxergar o apagar da última estrela

e testemunhar o nascer de um novo dia.

 

Meu coração não pode ser

e nem continuará  sendo

fiel depositário de coisas estagnadas;

ele foi edificado para ser a morada do amor

e é por isso que difícil dilacerar o curso da história

 

Um amor verdadeiro, sincero, sem luxo,

sem qualquer sinal de frivolidade,

é esse que  eu quero;

um amor presente disposto a enfrentar

o que for preciso;

enfim um amor amigo...

 

 

 

O TEMPO FOI AUSTERO...

 

Aqui estou eu novamente

na direção de minhas reminiscências;

contudo naquelas que me deram o fruto sápido

das lembranças da minha vida anterior...

 

No ontem em que vivi o tempo

foi austero e passou rápido demais;

tão rápido que se não fosse a felicidade que senti,

não seria aprazível recordar...

 

E como é gratificante recostar a cabeça

nos ombros do passado e fechar os olhos

para poder ver melhor o corre-corre

despreocupado dos meus pequeninos...

 

Uma vez ou outra no movimento

oscilatório em que me encontro

envolvido a brisa me traz o

abraço tão gostoso de recordar...

 

Ah! Que saudade de vocês pequeninos

meus filhos, que saudade daquela

entrega total, quem me dera continuar

sendo o herói na mente de vocês...

 

 

  

COM O PASSAR DO TEMPO...

 

O bom senso recomenda

não se esconder por detrás de um passado

ou ainda viver de lembranças;

afinal, os acontecimentos  sucedem-se

e urge observá-los para não

errarmos nunca mais...

 

Também marejar os olhos de lágrimas

por um motivo sem fundamento

e que  naturalmente vai deteriorar-se

com a sucessão  dos dias,

também é uma questão de acurado senso.

 

Existem registros em nossas vidas

que marcam profundamente;

outras são de pequena monta

e apesar de serem motivos de apreensão,

todos passam ser equivalentes a fragmentos

que giram pelo vazio do espaço.

 

No caso de um sentimento que não deu certo

em cuja cena adentra ao palco

a altercação como artista principal,

além de não se encontrar um denominador comum

seria como rezar para um anjo inadequado,

em nada haverá uma tonalidade apropriada...

 

Conheço a questão dos dois lados,

cheguei a contratar a madrugada

para ser minha conselheira,

claro que no  primeiro caso

a tristeza se apresentou de imediato,

mas agora não,

enfrento firmemente o ato que gerou o imprevisto

e todos passaram a ser efêmeros

como o passar do tempo.

 

 

 

RECOLHER-ME AO QUE RESTA!

 

O tempo passou e teimosamente

continua a passar,

e na sequência ora fatos novos,

outras vezes o vezo de maltratar...

Pensando bem, o segundo estágio

é o que sistematicamente é fiel

em seu mister, ele sobrepuja qualquer

corrente que venha do bem...

Basta um pequeno sorriso por

consequência de uma reles ventura

para que o tempo se apresente

com torrentes, iguais os olhos de

quem sente saudades...

Não adianta aplicar o antivírus,

Tentar por toda sorte revelar uma felicidade

que talvez nem exista;

de imediato os  alicerces são corroídos

prostrando o ingênuo

como os cedros grandes são abatidos...

Recomendável é recolher-me ao que resta

de preferência ao nada com mão única de direção,

esconder o rosto para esconder as carquilhas

que se apresentam no rosto como as profundas

cicatrizes gentilmente presenteadas

por tantos desgostos...

 

 

E FOI AÍ QUE ERREI...

 

E tudo aconteceu até de uma forma inusitada;

pois é, passei a acreditar em alguém

que pensei tratar-se de uma deusa,

e foi aí que errei...

 

Nada mais vi a não ser um feito

que julguei divino, em nada mais

acreditei quiçá resultado de uma

enorme carência residente até então

em meu peito...

e foi aí que errei...

 

Tornei-me um apaixonado,

Uma paixão que me fez cego,

ou algo assim,

parecido como um colibri que paira no ar,

que exibe suas cores cintilantes,

mas, como ele, passei a viver e andar por aí sozinho...

e foi aí que errei...

 

Sim, e foi aí que errei,

quando me desesperei por saber

que tudo não passava de uma invenção,

quando dei asas às minhas muitas fantasias...

 

Mais uma vez não vejo o final da construção

do que chamei de ninho,

mais uma vez os meus ouvidos

ouviram asas que ruflaram devagar

desaparecendo nos céus...

 

 

                     (0-8/02/2015)

 

 

 

 

 

                        

 

 

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Publicado em 07/12/2014