Me diga, poeta:

O que te leva a escrever

E a expor a alma tão doridamente?

Me falas de tantas coisas

Que fico confusa

Sem saber se teus versos são verdades

Ou apenas ilusões de teu coração.

 

Me falas da natureza,

E com tal destreza,

Que chego a sentir o vento em minha pele

E o roçar da brisa em meus lábios.

Chego mesmo a ver os raios do luar

Formando desenhos na escuridão do quarto,

Embora as janelas estejam fechadas...

 

Quando falas do amor,

É do meu amor que estás falando.

A saudade que desfias nas linhas,

É a mesma que sinto no peito...

E a dor de que tanto falas,

é aquela que habita em mim...

 

Ah, poeta... poeta...

Em teus versos vejo a mim mesma,

Como se fossem minhas,

E não tuas,

As reminiscências...

As dores...

As alegrias...

A saudade...

O amor...

 

Ah, poeta... poeta...

Me diga:

Tu sabes ler a alma?

 

 

 

 

Este poema foi escrito para o meu amigo José Geraldo Martinez.

 

14/06//2011

 

 

 

 

 

 

 

Minha amiga Rose...

Escrevo o comum de todos nós!

As dores, os amores, as paixões,

as alegrias...

Empresto dos versos as vozes!

 

Sou, de fato, um amante da natureza...

Não são assim os poetas?

Falar de tamanha beleza

é deixar a alma voar na certeza

de encontrar a vida manifesta!

 

Ficas confusa?

Não é mesmo assim?

A poesia chega no peito intrusa,

num dia gostoso de chuva,

banhando os jardins...

 

Falo do amor...

Desse que existe em ti,

em mim e que no mundo nada

encerra...

De vez em quando adormecido no coração,

qual inverno esperando a primavera!

 

Falo sempre da saudade!

É que ela, às vezes, no peito não cabe

e acaba escorrendo pelos olhos meus...

A parte triste de qualquer poeta

é a morte da beleza certa,

em qualquer palavra de adeus!

 

Ah! Poetisa, poetisa...

Sei de ti inteirinha!

Ler a tua alma precisa?

Se a tua é qual à minha...

 

14/6/2011

 
 
 
 
         
 
 
 
 
 
 

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Publicado em  17/06/2011