Quem haverá de compreender

A alma do poeta,

Se nem mesmo ele a entende?

A lua que brilha no céu,

ao mesmo tempo em que o faz sorrir,

o faz derramar lágrimas de tristeza;

depende da fase em que está...

- a alma ou a lua –

A alma do poeta

pode ser comparada a uma rosa:

a flor é uma só,

mas cada pétala tem sua essência,

sua própria história

- de dor ou de alegria -

e nenhuma,

embora unidas no mesmo caule,

traz qualquer semelhança entre si.

A alma do poeta é como o mar:

a água é uma só,

mas há ondas que se deleitam na praia

e outras que se chocam violentas

contra os rochedos.

Sim, incompreensível é a alma do poeta.

Cheia de caprichos,

de contrastes,

de controvérsias...

inconstante...incoerente...

Será que é por ser, a alma,

mulher?

 

 

 

 

Artesão de palavras,

esculpe o poeta,

alma e coração,

sonho e ilusão,

ofertando versos,

feito água fresca brotada

em nascente de emoção.

De essência espiritual,

coreografa magias,

fazendo valsar sentimentos,

acima do bem e do mal,

arquitetando simbioses

entre realidade e ilusão,

em forma de coração.

Grafiteiro de visões,

flutua por sobre

delírios e aflições,

como o beija-flor

que nem nota o espinho

ao beijar a flor,

intentando lenir dores

de desilusões de amores

em singelas sinas,

de eternos

e humanos

sofreres.

 


 

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Publicado em 31/07/2011