Então, ele se aproximou de mim...

olhou-me profundamente

e, sem qualquer palavra,

tomou-me pela mão e me conduziu

ao meio da pista de dança.

Envolveu-me em seus braços

com firmeza,

como se a temer que eu fugisse,

colou seu rosto ao meu

e sussurrou frases quase inteligíveis,

mas que eu sabia serem de amor...

Suas mãos deslizavam

em minhas costas, suavemente,

provocando-me arrepios de prazer.

E me beijava...

Delicadamente...

Ternamente...

Então, aos poucos,

a profusão de luzes do salão

deu lugar à penumbra

e éramos apenas nós dois

a deslizar descalços

sobre a maciez do tapete.

Seus lábios retinham os meus

num beijo possessivo, dominador...

Suas carícias

foram se tornando mais audazes

e me vi correspondendo com intensidade,

com ardor...

E ali, na penumbra do quarto,

nos fizemos amantes

e nos completamos...

Nos transportamos em êxtases

ao paraíso, ao além...muito além...

Depois, num gesto inesperado

e de infinita ternura,

ofereceu-me uma rosa vermelha...

E com o olhar repleto de tristeza,

desapareceu

entre as brumas da madrugada.

E foi neste instante que acordei!

Tudo não passara de um sonho!

 

 

 

 

 

       

 

 

 

 

 

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