Arabescos do silêncio,

onde a saudade

se entremeia com as lembranças,

desenhados neste coração insensato,

que se entrega cegamente,

que se doa por inteiro

e que não sabe interpretar

as entrelinhas do que julga ser amor

e imagina ler o que não está escrito...

 

Que importa, se afinal,

o sonho está tão longe da realidade;

se os dias se tornam monótonos e tristes,

como as manhãs cinzentas do inverno

ou como uma chuva fina

que escorre pelas vidraças...

 

Na alma, os sentimentos se desencontram,

se chocam e se entrelaçam

como se dançassem um ritmo frenético.,,

 

E o silêncio...

Ah... esse imenso silêncio

que repercute na alma,

continua a desenhar arabescos sem fim

no imenso espaço da solidão...

 

 

 

 

                   

 

 

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Publicado em  01/09/2015