Chove...

E o som dos pingos

me trazem à mente

lembranças de outros tempos.

Muitas lembranças...

Muitos tempos...

Criança se refugiando

nos braços maternos

com medo dos trovões

e relâmpagos que cortavam o céu...

Adolescente, enroscada na manta,

no sofá da sala,

sem qualquer pensamento sério

assolando a mente...

Mulher, aninhada ao corpo másculo

do homem amado...

que depois partiu para sempre...

Tudo perdido...passado...

E hoje...

Simplesmente só

- na alma e no corpo –

E a chuva continua, indiferente...

Ah! Como eu quisera

que essa chuva

desabasse dentro de mim

e lavasse da alma todos os sentimentos,

Até não restar nada,

a não ser o vazio que não se sente,

o vazio que não machuca.

 

 

 

 

 

 

         

 

 

 

 

 

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Publicado em 09/09/2015