Esquecer-te como,
se os pensamentos alados
cobrem a distância do tempo
e vão ao teu encontro no passado?
 
Esquecer-te de que forma,
se o perfume das flores
me trazem à lembrança
uma rosa rubra ofertada num fim de tarde?
 
Como esquecer-te,
se teu cheiro permanece impregnado
nos lençóis macios
e se meu corpo ainda sente o calor do teu?
 
Esquecer-te como,
se minha alma anseia pela tua
como se fosse a própria essência da vida.
 
Tudo me fala de ti;
desde as manhãs claras e límpidas
até o por-do-sol melancólico;
a lua e as estrelas no firmamento
e até mesmo o martelar da chuva na calçada.
 
Escondo-me nos cantos obscuros e frios da vida,
e mesmo alí, as lembranças me encontram
e fazem de mim o que bem entendem.
 
Como esquecer-te?
Antes, seria preciso
que eu esquecesse de mim mesma;
que anulasse todos os sentidos.
Quem sabe, assim, eu conseguiria esquecer-te.
 
 
 
 
 
 
 
         
 
 
 
 
 
 

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Publicado em 10/06/2015