DORES DA ALMA

 

             Rose Mori

 

 

E ali, num canto qualquer da vida,

Numa noite escura e fria,

A alma solitária espreitava...

Tantos sonhos contidos...

Tantas ilusões desfeitas...

Tantos amores enganosos...

Ali, num canto qualquer da vida,

A alma se escondia dos sentimentos

que teimavam em lhe encontrar...

Uma tristeza inexplicável

crescia feito hera,

como longos braços que envolviam...

apertavam... sufocavam...

Ali, num canto, no escuro

a alma espreitava...

E via amores se desfazendo,

estradas se separando

e se alongando na distância,

cada qual levando em si

a dor da separação...

E ali, num canto qualquer da vida,

Numa noite escura e fria

a alma chorou...

 

 

 

 

 

         

 

 

 

 

 

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Publicado em 27/08/2011