Eu era apenas um entre milhões,

Um ser absolutamente comum,

insignificante, quase invisível...

Andava a esmo e às cegas

à procura de algo

que tornasse a vida um pouco mais interessante...

 

Nada trazia comigo, a não ser a esperança,

que ia se perdendo pelos caminhos

até ficar tão levinha, que mal dava para sentir

Pesado mesmo era o destino;

eu quase não suportava seu peso;

 quase o larguei no meio da estrada.

Mas era minha sina carregar aquele destino

e então assim o fiz,

 aos trancos e barrancos,

Como se diz...

 

E a felicidade às vezes chegava

matreira e brincalhona,

fazendo joça de mim

e partindo depois de me iludir,

me deixando mais infeliz do que eu já tinha sido.

Eu já nem ligava mais:

o ceticismo havia se apossado de mim...

E continuei seguindo a estrada,

simplesmente por seguir,

só pra não ficar parado...

 

E foi assim que nos esbarramos na vida:

você com sua amargura

e eu com minha descrença.

Uma aproximação lenta e cautelosa...

Era preciso reaprender a lidar

com aquele sentimento que estava nos aproximando

de forma irreversível...

precisávamos aprender a nos olhar

sem desconfiança ou medo;

precisávamos reaprender a entrega total e absoluta

para desfrutar a felicidade almejada

e há tanto tempo esperada...

 

E foi assim...

Como será, só tempo dirá.

 

 

 

 

 

         

 

 

 

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Publicado em dezembro de 2015