Tu és uma lua de quatro quartos.

Em cada um tu escondes os segredos

que escutas nas noites

em que, solitária,

vagas entre as nuvens.

No crescente ficam guardadas

as juras de amor eterno

dos  inocentes.

No minguante

abrigas os sonhos decadentes

de quem já perdeu a fé.

Tu és uma lua curiosa e indiscreta,

que invade os recintos,

sem pudor,

através das frestas das janelas,

apenas para ouvir os murmúrios

delirantes dos amantes,

 o soluçar de uma alma

tão solitária quanto tu

ou mesmo para contemplar

o semblante adormecido

de uma criança.

E é a ti,

 Lua dos poetas

e dos apaixonados,

que pergunto:

em qual,

 de teus quatro quartos,

escondes  minha vida?

 

 

 

(- Sou uma lua igual a tantas outras...

Mas apenas uma lua..

Que cresce...

que mingua...

que se enche,...

E que tem também  o lado obscuro...

de onde ninguém tem a visão...

Talvez ai seja o lugar

de guardar coisas importantes...

Então, tua vida não estiver aí,

com certeza estará em todo os quartos,

porque  uma vida é uma vida

e preenche tudo.)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

          

 

 

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Editado em 27/05/2012