Hoje preciso de um amigo;

não um amigo qualquer, não qualquer amigo,

mas um amigo sincero, de verdade,

que entenda os meus temores

e alivie minhas dores com sua presença.

Um amigo com quem eu possa falar abertamente,

sem receio, sem vergonha e sem pudor,

tudo o que me assola a alma.

É tão difícil encontrar um amigo de verdade

que não questione,

que não cobre explicações;

que simplesmente

aconchegue minha cabeça em seu ombro

e escute tudo o que tenho a dizer.

Mas o que tenho a dizer, afinal?

Tantas coisas e nada ao mesmo tempo,

porque o que passou ficou no passado,

não mais voltará, então, pra que falar?

E o que está por vir é uma incógnita

que não entra em discussão.

Mas as lágrimas, ah... essas águas teimosas

que querem transbordar da alma

e jorrar pelos olhos,

essas eu não domino.

Então, eu preciso de um amigo

que me empreste seu ombro

apenas para eu descansar...

e chorar...

por minhas desilusões,

por meus caminhos tortos e obscuros,

por esta dor que eu não sei de onde vem,

e nem porque vem,

mas que está aqui, latente em meu peito.

Hoje... só por hoje, eu preciso de um amigo.

Amanhã...

Não sei se haverá amanhã.

 

 

 

 

 

                   

 

 

 

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Publicado em 23/03/2016