Se  eu deixar

minha criança interior crescer,

nada mais  restará do que sou.

É o único fragmento em mim

que ainda não foi corrompido

pelas agruras da vida.

 

É ela quem desperta dentro de mim,

quando fico triste contemplando a vida,

às vezes tão cinzenta,

e me aponta um arco-íris no fim do mundo.

 

É ela quem me faz sorrir

quando olho os cacos espalhados,

dos sonhos que escorregaram de minhas mãos

e se espatifaram no chão.

Afinal, pra que guardar os sonhos,

se eles se renovam a cada dia?

Não é bom guardar sonhos antigos

que jamais se realizarão...

 

Quando a desilusão

se aconchega à minha alma,

é ela quem me faz acreditar

que existem muitas coisas boas de se ver

e me ensina a ter fé no futuro.

 

E quando me deparo

com o lado obscuro da vida

ela me mostra o reverso brilhante,

onde a esperança reina absoluta.

 

Se eu deixar

minha criança interior crescer

nada mais me restará...

nem mesmo a expectativa

de ver surgir ao longo da estrada

um atalho para a felicidade.

 

 

 

 

 

 

         

 

 

 

 

 

 

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Publicado em 05/03/2011