VOZES DO SILÊNCIO

                                     Rose Mori

 

Quando a noite desce lentamente

cobrindo a face do dia

e envolvendo a cidade em densas brumas.

Quando aos poucos, os ruídos cessam nas ruas,

dando lugar a uma paz aparente.

Quando as águas repousam tranquilas...

e o vento se transforma

 no bafejar, de uma brisa fria e cortante...

Quando a neblina esconde a lua...

e o silêncio é total e absoluto.

Quando a solidão é imensa,

quase insuportável,

elas despertam

emergindo do nada absoluto.

Estridentes, gritam lembranças,

momentos, gestos, palavras...

Passado e presente se mesclam no tempo...

Tiram o sono,

roubam a paz,

confundem os sentimentos,

deturpam as idéias,

ferem a alma...

Por que não silenciam,

se nada existe de verdadeiramente real?

Ah, quem dera se pudesse adormecer

num sono profundo e sem sonhos

- ou sem volta –

Talvez, assim,

se calassem para sempre,

as vozes do silêncio.

 

 

 

 

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Publicado em 18/02/2009